Lápide
Da solidão Que jamais se fez ausente E a canção De uma dor que é presente. Que seja onde for... das lágrimas Que de meu rosto tocaram a terra Nasça uma linda flor E um amor que não se encerra. E dos amigos que tive Dos árduos passos que caminhei Daqueles que em corpo já não mais vive Jamais esquecerei... E um dia com estes anjos, Eu sim, me encontrarei. E que a morte que procuro Reflita a esperança Que seja de poesias o meu túmulo Que eu renasça na pureza das crianças. Para assim ser purificado de meu pecado De na vida Não ter eu acreditado, E de ter te amado minha querida Sem ser mesmo eu amado. E jamais tenham a lembrança De mim às vezes tão só Me lembrem ainda criança Correndo pelos campos de girassol. Não pense em mim sozinho Na varanda sob chão pardo Tomando suave vinho E tragando cigarro. Lembre-se do amigo companheiro Que ao teu lado esteve a todo instante Lembre-se do forrozeiro ...

